Médico brasileiro cria inovações na cirurgia de escoliose

Novas técnicas prometem preservar a mobilidade vertebral e contribuir para preservação do equilíbrio dos pacientes

O ortopedista mineiro Enguer Beraldo desenvolveu novos métodos de cirurgia para a correção de escoliose. Utilizando ferramentas que auxiliam no cálculo dos ângulos da coluna, a nova prática leva em consideração outras partes do corpo para auxiliar na correção adequada da curvatura. Utilizando as técnicas desde 2014 em pacientes e com resultados de qualidade, o especialista apresentou os “Novos princípios no tratamento da escoliose”em conferência internacional em Varsóvia, Polônia.

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Enguer explica que desenvolveu três novas técnicas cirúrgicas de correção da coluna. A primeira novidade utiliza os ângulos da clavícula para criar equilíbrio do tronco. Para isso, o médico define que cada angulo da clavícula precisa estar em 90 graus, somando 180 graus ao todo. Com essa proposta, o desenho da intervenção precisa levar em consideração esse equilíbrio, aumentando o sucesso da operação e reduzindo riscos de sequelas, como o desalinhamento dos ombros.

Outra ferramenta é a fixação múltipla. A técnica pode ser utilizada quando a escoliose apresenta mais de uma curva e seu objetivo é realizar fixações curtas, apicais e múltiplas, tornando a cirurgia menos invasiva. Diferente das cirurgias que usam o método tradicional, o médico não fixa vértebras neutras, assim, consegue preservar mobilidade vertebral, promove maior equilíbrio dos ombros e distribui melhor a sobrecarga dos segmentos livres.

A terceira proposta amplia os critérios de análise da escoliose, somando mais quatro tipos de Classificação Quantitativa de Deformidade. Com isso, os especialistas podem contar com 10 subtipos de deformidade, aumentando a chance de sucesso da cirurgia.

Vale lembrar que a escoliose está entre as principais deformidades da coluna, atingindo mais de 6 milhões de brasileiros à partir dos 3 anos. Quando não tratada, pode evoluir para quadros mais graves, ocasionando processos degenerativos da coluna, dores, instabilidade e outros problemas de saúde, como alterações respiratórias, cardiológicas e neurológicas. Os novos estudos propostos pelo médico Enguer Beralto são inovadores na área, preservando a mobilidade da coluna após a cirurgia.

 

Fonte: Estado de Minas